hannah-A
Uma artista que transforma a madeira em experiência sensorial








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A obra apresenta uma beleza que reside na mescla de peças que, isoladamente, seriam apenas sobras, mas que, quando unidas, ganham sentido. Na obra, os triângulos não estão dispostos aleatoriamente; suas cores seguem um padrão intencional, gerando uma pulsação visual que direciona o olhar. Conforme se muda o ponto de vista, a geometria orgânica se altera, mostrando a silhueta de um animal que surge da madeira. O sentido se revela onde o fragmento se une.








Esta obra dupla retrata o tempo e a conexão por meio de anéis de cores diferentes que, dependendo da perspectiva, representam o ciclo da vida. A peça, confeccionada em madeira e finalizada com cera, exibe tons vibrantes de laranja e amarelo, criando um contraste marcante com o fundo preto, que é totalmente texturizado e produzido artesanalmente. Esse tratamento manual na base destaca a profundidade da composição e a vivacidade das tonalidades.








Esta obra, também dupla, sugere uma conversa entre a origem e a desconstrução. No centro de cada peça, um tronco de madeira preservado em sua forma bruta se destaca da moldura, evidenciando uma tridimensionalidade que convida ao toque. Esse núcleo sólido pode ser interpretado como o começo de tudo: o ponto de origem de onde a natureza e a arte transbordam. Desenhos abstratos fluem ao redor desse centro. Apesar de serem abstratos, os traços são harmônicos e não competem com a matéria; ao invés disso, eles adicionam um charme que emoldura e valoriza o relevo.


A obra apresenta uma topografia que aparenta pulsar para fora da base. Por meio do relevo e da tridimensionalidade, a obra se estrutura em um padrão de cores intencional: uma transição suave que começa com as cores frias e termina com os tons quentes. A originalidade da peça se mostra nos detalhes: cada quadrado possui uma textura distinta, feita completamente a mão, em sua composição. Essa variedade tátil e visual se converte em originalidade e em um mapa de sensações, no qual a ordem geométrica se encontra com a singularidade da matéria.






Inspirada nas famosas linhas e na ampla paisagem de Brasília, esta peça apresenta a capital sob uma perspectiva distinta e fluida. A criadora reformula o racionalismo presente na cidade, trocando o cimento pela madeira e pelas texturas da terra. A obra é dividida em duas partes que interagem por meio de uma fissura central, insinuando os eixos que estruturam o ambiente. À esquerda, matizes de roxo e formas que fazem referência a uma rede urbana; à direita, o solo avermelhado do cerrado. Elementos em três dimensões surgem da superfície como monumentos suspensos, formando uma topografia que desafia a simples planicidade da tela.






Nesta obra, o foco recai sobre um ponto de madeira central. A criação não estabelece uma história única; ao invés disso, seu significado é totalmente elaborado pela interpretação do observador. O fundo profundo e sombrio funciona como um espaço de possibilidades, onde o olhar é convidado a explorar e expressar suas próprias emoções, lembranças e significados.